sábado, 19 de novembro de 2011

È com o veneno que se faz o antídoto.

Estes dias estava refletindo um pouco sobre o perdão e a arte de perdoar, e percebi como é difícil ás vezes liberar o perdão. Quando somos feridos por alguém, é como se este alguém fincasse uma farpa em nosso coração, e retirar uma farpa de uma ferida dói muito, por isso que alguns demoram mais ou são mais resistentes em liberar o perdão, liberar o perdão é bem doloroso, porém depois que se retira esta farpa da ferida (libera o perdão) a dor some e não volta mais. Porém, quando nos recusamos em retirar uma farpa de nossa ferida, essa  poderá infeccionar (virar ódio) e doer ainda mais, ou  cicatrizar dentro da   ferida e lhe incomodar por muitos anos e até para sempre.
Alguns dias atrás conversava com uma colega na faculdade sobre isso, e chegamos a uma conclusão que algumas pessoas não nos ferem com farpas e sim com veneno, igual a uma picada de cobra,  demos algumas risadas juntos quando mensionamos que existem pessoas que tem um veneno pior que o da cobra jararaca, e nessa mesma conversa tentamos encontrar alguma solução de como bloquear o veneno, foi então que nos lembramos do Instituto Butantan, onde é colhido vários tipos de veneno  de cobra, e com este mesmo veneno,  é criado o antídoto, é interessante quando paramos e vemos que o antídoto (remédio), é criado com o próprio veneno desta.
Quando eu pensava sobre isso ("È com o veneno que se faz o antídoto") me lembrei do processo como isso ocorre ou ocorria (hoje podem ter métodos mais modernos de se fazer  antídoto), em que pegam ou pegavam o veneno e injetavam em um  cavalo, onde  seu próprio corpo produz o antídoto que o protegerá do veneno e o salvará da morte, comecei a refletir sobre isso, e pensei como seria bom se tívessemos esta proteção contra "veneno"  em nosso corpo, foi então que percebí que isso pode ser  possível,  nossas mentes podem produzir antídoto, e que para que isso aconteça é necessário que você pense o seguinte:
1º- Pessoas feridas ferem outras, me lembro quando o cachorro do meu avô morreu, ele havia sido atropelado, e quando tentávamos ajudá-lo, ele nos mordia, aquilo nos deixou irados, como ele poderia morder aqueles  que queriam ajudá-lo?, pessoas que lhe deram carinho ao longo de sua vida!, porém percebemos que ele fazia aquilo não porque ele queria, mas sim porque a dor que ele estava sentindo o fazia agir daquela forma (mordendo a todos que se aproximavam dele), foi então que percebi que em nosso dia-a-dia isso é muito comum, pois pessoas feridas ferem outras. As vezes a pessoa que te feriu nem queria te ferir, mas por ela estar passando por um momento de dor (estar ferida como o cachorro) ela/ele acabou te ferindo, então tente olhar o lado daquele que te feriu, o que ele(a) estava passando ou sentindo quando te feriu.
2ºLembre-se que você também fere as pessoas, parece estranho isso que estou lhe dizendo mas é a mais pura verdade, pois focamos nosso olhar somente naquilo que fazem conosco, nunca focamos nosso olhar naquilo que fazemos com os outros, ás vezes magoamos as pessoas e nem nos damos conta disso, fazemos isto com comentários, piadas, risadas, expressão facial e etc, e nem percebemos.
Precisamos liberar o perdão, pois quando não o fazemos  é como se virássemos para nós mesmos e disséssemos "QUERO SER ATORMENTADO POR MAIS UM TEMPO OU VIDA TODA POR ESTA FARPA", liberar perdão é uma escolha, deixe o antídoto fluir dentro de você, e sinta a paz e o gozo que este poderá lhe fornecer,  é claro se você quiser.

sábado, 22 de outubro de 2011

Camisa Xadrez

Esses dias eu estava em um almoço na igreja, onde escutei um homem na mesa ao lado comentar que uma vez namorou uma mulher meio estranha, pois este  certo dia vestiu uma camisa xadrez e sua namorada disse que não gostou de sua camisa, pois essa a estava  a deprimindo.
No momento todos que estavam alí começaram a dar gargalhadas, porém comecei a refletir sobre isso, como uma camisa xadrez pode deprimir uma pessoa? Parece engraçado isso, mas é real, todos nós temos em nossas vidas uma camisa chadrez que estraga nosso dia (uma pessoa ou situação), que nos faz ficar deprimidos, e que faz nosso dia perder seu brilho.
Infelizmente, quando deparamos com nossa camisa xadrez, ficamos tristes ou nervosos  a maior parte do dia, a angústia causada em nós por essa, não nos permite observar coisas belas que acontecem ao nosso redor, pelo contrário, tudo fica deprimente e sem brilho.
O grande problema é quando somos nós essa camisa xadrez, você tem sido uma camisa xadrez na vida de alguém? você tem tirado o brilho do dia de outras pessoas? Acho legal pararmos e refletirmos um pouco sobre isso, pois na maioria das vezes só conseguimos enxergar o que fazem conosco, pouco enxergamos o que fazemos com os outros. As vezes você pode estar passando por um momento de solidão em sua vida por ser uma camisa xadrez. Se isso estiver acontecendo em sua vida, convido você a parar e refletir um pouco , rever seus conceitos, e se seu orgulho tem lhe transformado em uma camisa xadrez é hora de praticar a humildade, ou se o problema for sua boca, é hora de controlá-la, ou se for outro hábito busque mudá-lo.
Não estrague o dia de outras pessoas, pelo contrário, procure ser uma pessoa agradável,e não uma camisa xadrez.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Pontes ao invés de muros.

Em nossa vida deparamos com muitas circunstâncias difíceis (humilhação,remorso,ira,depressão,ódio e etc.), as quais ficamos feridos e paralisados, uma profunda dor invade nosso peito e nosso ar parece pesar uma tonelada. Ficamos sem motivação, o dia parece perder o seu brilho,os pássaros parecem perder seu canto, e o que era motivo de alegria não é mais. Ficamos sem forças, como um soldado ferido, sem reação e noção do que fazer.
Alguns reagem diante da dor construindo em volta de sí mesmos muros, o qual impedirá com que pessoas se aproximem. O medo e a frustração faz com que este se comporte dessa maneira, e o muro lhe servirá como escudo, que o protegerá de possíveis novos ataques. Ficar isolado atrás do muro pode parecer seguro durante algum tempo, porém não permitirá que você prossiga. Entendo que ficar atrás do muro por um período é muito bom (até as feridas cicatrizarem), porém chega um momento em que precisamos sair de trás deste e avançarmos,e construír uma ponte por cima desta circunstância (deste rio podre que nos cerca), para que possamos alcançar o outro lado,e ficarmos livres dessa circunstância. Porém para construírmos uma ponte é necessário termos as ferramentas e materiais certos, e eis aqui alguns materiais que poderão te ajudar na construção desta ponte:
1º o perdão, que exigirá de nós uma grande capacidade de superação.
2º Aceitar ajuda, existem pessoas (amigos) ao seu redor que lhe admiram, e que ao contrário daqueles que te machucaram, querem lhe ajudar na construção de sua ponte.
3º motivação, não devemos olhar para nossos problemas ou dores como algo permanente, e sim como algo passageiro que uma hora vai acabar, chegará um dia em que seu sorriso triste dará lugar a um sorriso repleto de alegria (se você cooperar para que isso aconteça), pois nossa tristeza é temporária.
4º ação, acredito que diante de situações dolorosas aprendemos novas estratégias, do que devemos fazer e do que não fazer ao depararmos novamente com a mesma situação, então use essa habilidade adquirida durante o momento de dor e construa uma ponte mais forte e resistente, a qual este problema não irá abalar.Ao começar a construir sua ponte tenho certeza que ao olhar para o outro lado onde esta te levará, você ficará mais motivado , e quando chegar do outro lado você poderá dizer adeus a este problema (rio podre que um dia quase te afogou), pois dali em diante quando você se deparar novamente com a mesma situação(rio podre),você poderá avistar também uma belíssima ponte que irá levá-lo para o outro lado, onde não será mais necesário mergulhar nessas águas sujas e podres para chegar do outro lado.
Então se você se encontra diante de um problema ou circunstância, o/a qual você está escondido atrás do muro,é hora de reagir e construir sua ponte.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Solte a panela .

Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampaento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um paelão de comida.
Quando a panela já estava fora fa fogueira, o urso a abraçou com toda a sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da panela. Ele estava sendo queimado nas patas,no pito e por onde mais a panela encostava.
O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.Começou a urrar muito alto. E quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quando os caçadores chegaram chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima á fogueira, segurando a panela de comida.
O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.
Em alguns momentos de nossa vida agimos igual a esta urso. Abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes, porém estas coisas nos queimam.
Muitas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por dentro e por fora, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos. Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir.
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.
Tire do seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.
Então!! Solte a panela.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Egoísta Eu ?

Certa vez, ouvi uma história que chamou minha atenção, contava a história de um pescador que todos os dias se reunia com seus amigos para juntos irem pescar.
Eram momentos maravilhosos aqueles em que ele estava junto com os outros pescadores, ele conversava, ria,recebia conselhos, e em alguns momentos até arriscavam cantar quando estavam juntos no mar, era muito divertido.
Um dia este pescador precisava ir buscar sua rede que estava armada no mar, e para não incomodar seus amigos pescadores, resolveu ir sozinho, e avistando sua rede se aproximou e começou a puxá-la para dentro de seu barco, porém percebeu que a rede estava agarrada em alguma coisa. Resolveu mergulhar para ver o que estava prendendo sua rede, e ao chegar no fundo do mar percebeu um navio que havia afundado, e percebeu também que sua rede estava presa em um baú, quando se aproximou daquele baú percebeu que não era só um baú, mas sim um baú de tesouro,então voltou para a superfície para respirar, e quando tomava um fôlego, aquele pescador pensou em voltar para a praia e chamar seus amigos para o ajudar a tirar aquele tesouro do fundo do mar, porém ele imaginou que seus amigos iriam querer parte de seu tesouro, então resolveu tirar o tesouro do fundo do mar sozinho, assim ele não teria que dividir com ninguém, e ficaria muito rico.Então mergulhou novamente para tentar retirar aquele tesouro do fundo do mar, porém ele percebeu que era muito pesado, e voltou para a superfície para respirar, ao chegar na superfície pensou mais uma vez se valia a pena convidar seu amigos para ajudá-lo, mas ele não quis, e voltou a mergulhar disposto a usar sua força total para levar aquele tesouro para seu barco, e quando tentava pegar aquele tesouso uma tábua em que ele firmava seus pés no navio quebrou e seu pé ficou agarrado, ele tentou tirar seu pé de lá, porém todo esforço que fazia nada dava certo, e seu pé permanecia preso, aí ele lembrou de seus amigos, que se estivessem alí com certeza estariam o ajudando, e seu fôlego ia acabando, ele naquele momento daria aquele tesouro que estava em sua frente em troca de ar, porém não adiantou, e o pescador morreu.
Percebendo seu sumiço,seus amigos pescadores saíram para procurá-lo, e avistaram seu barco,porém este não estava em seu barco, perceberam também que sua rede estava presa em algo, então os pescadores resolveram mergulhar para ver em que sua rede estava presa, e avistaram seu corpo sem vida preso perto do baú, e eis que um pescador gritou com os demais dizendo:" Olhem e vejam o que o egoísmo fez com ele!!seu egoísmo o matou."Então aqueles pescadores removeram seu corpo e também aquele baú do fundo mar, e dividiram aquele tesouro igualmente entre eles, porém aquele pescador não pode usufruir deste momento, pois seu egoísmo não o deixou.
Vivemos em uma geração de pessoas egoístas, que só olham para sí, quantas vezes agimos igual este pescador, avistamos tesouros em diversas áreas de nossa vida e nos afastamos de nossos amigos, como se eles fossem nos roubar, endurecemos nosso coração e renunciamos um dos maiores tesouros que temos, que são os bons amigos, e como consequência ficamos sós.
Vale a pena renunciar seus bons amigos, em busca deste tesouro que você busca ou tem ? Atitudes erradas trazem consigo sua própria punição.