Certo dia andava pelas ruas de Viçosa quando avistei uma senhora sentada no chão de cabeça baixa,as pessoas passavam perto dela e nem á notavam,como se ela fosse um lixo, uma qualquer, um cachorro.
Infelizmente eu só pude fazer essa reflexão quando cheguei em casa, após passar por ela e não á perceber, quem me dera se pudesse voltar ao passado, naquele dia me assentar ao seu lado, saber o motivo o qual ela estava alí, saber se ela estava precisando de ajuda.
As pessoas passavam perto daquela senhora e simplesmente não á viam, afinal, para a sociedade aquela mulher não tinha identidade.Naquela mesma semana o governador do nosso Estado esteve aquí em Viçosa, e parou o trânsito, muitas pessoas foram até o centro da cidade para vê-lo, pois diante da sociedade ele sim tem identidade.
Sempre quando ando por Viçosa, vejo pedreiros trabalhando de sol a sol para levantar um edifício, para que no término deste,sege lembrado apenas o nome do engenheiro ou arquiteto que o projetou , e não aquele que o construíu, pois diante da sociedade, o arquiteto e o engenheiro tem identidade e o pedreiro não (se comparado ao engenheiro).
È muito triste ver em nosso país essa desigualdade, onde você é pelo que você tem, e pela classe social ou cargo o qual ocupa.
As vezes você pode estar comovido com o que eu estou escrevendo, mas será que você não tem feito o mesmo? você conhece o(a) gari que varre a sua rua? conhece aquele que recolhe o lixo de sua casa? e etc?
São pessoas maravilhosas que têm também uma identidade, e uma bela história pra nos contar, são pessoas que nos surpreendem com seus exemplos de vida, dedicação e superação, que infelizmente não são vistas por mim e por você.
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